A Procuradoria-Geral da Venezuela abriu, neste domingo, uma investigação sobre a operação policial em um estabelecimento LGBTQ+, onde 30 homens foram detidos sob a acusação de “cometer o crime de homossexualidade”, de acordo com diversas ONGs. A Venezuela é um país conservador, sem leis que protejam os direitos da comunidade LGBTQ+, como o casamento igualitário ou o reconhecimento legal de gênero. Defensores dos direitos humanos denunciam atos arbitrários e discriminatórios contínuos contra eles, inclusive por parte das autoridades.
O Observatório Venezuelano da Violência LGBTQ+, o Caleidoscópio Humano e o Movimento SOMOS denunciaram, em comunicado conjunto, “a operação ilegal, atos de extorsão e detenção” por policiais “à paisana” em um “estabelecimento de entretenimento LGBTQ+” em Barquisimeto, estado de Lara (oeste da Venezuela).
Segundo as vítimas, as autoridades “acusaram os homens de ‘cometer o crime de homossexualidade'”, afirmou um comunicado divulgado por ONGs neste domingo. Pelo menos 33 homens foram detidos por dez horas durante a operação policial de sábado, informou a mídia local.







