O sétimo dia de julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o ex-vereador Jairinho, e de Monique Medeiros, réus pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021, chegou ao fim às 21h deste domingo, após nove horas de sessão e o depoimento de uma testemunha que relatou um suposto acidente de carro com a criança dias antes de seu óbito. O júri será retomado às 10h desta segunda-feira, com o depoimento das últimas três testemunhas: o psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro, o médico Jeferson Evangelista Correia e o perito Leonardo Huber Tauil, que fez o laudo da necropsia de Henry.
O interrogatório foi encerrado após a 20ª testemunha ser ouvida. Trata-se da pastora Miriam Santos Rabelo Costa, arrolada pela defesa de Jairinho. Ela, que diz já ter tido um relacionamento com Leniel Borel, pai de Henry, e o acusa de agressão, relatou que soube de um suposto acidente de carro sofrido por Leniel e Henry Borel dias antes da morte do menino.
Conversei com o motorista particular dele, chamado Maurício, que narrou que estava dirigindo o carro, um outro veículo deu um freada e ele também precisou frear bruscamente. Henry estava no banco de trás e foi projetado para frente, bateu a cabeça, chorou e reclamou de dores — contou Miriam, que prestou depoimento por vídeo chamada, já que vive no estado de Massachusetts, no Estados Unidos.
Fora deste processo da morte do menino, Miriam também imputa a Leniel um crime de estelionato financeiro. De acordo com ela, o pai da criança teria pedido mais de 60 mil dólares emprestados e não teria devolvido. Um dos destinos da quantia teria sido para constituir advogados para o caso.







